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sábado, 11 de fevereiro de 2012

A Ler: At Home (Bill Bryson)

Já não é a primeira vez que os livros de Bill Bryson são aqui referidos (link). Desta vez o autor entra no campo da história da vida privada, tendo como base a sua própria casa, onde cada divisão servia como tema de capítulo.
Quem já leu a Breve História de Quase Tudo (A Short History of Nearly Everything - no original) irá encontrar muitas semelhanças no estilo e no modo como a informação é dada ao leitor.
Para quem tem curiosidade em saber mais sobre o mundo (das pequenas coisas)que nos rodeiam, tem aqui a fonte de informações ideal, pois irá certamente ficar surpreendido com o que vai encontrar.
Para aguçar a curiosidade: Como é que os homens do paleolítico sabiam que tinham de consumir uma pequena quantidade de sal para sobreviver? como sobreviver mais 30 anos após uma operação ao cancro da mama no século XVIII sem anestesia e desinfectantes? Porque eram as camas tão valiosas?

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

A Ler: The Great War for Civilisation: The Conquest of the Middle East (Robert Fisk)

É certamente o livro mais "pesado" que já li. O autor é Robert Fisk, sendo muito provavelmente um dos maiores especialistas em questões do Médio Oriente, é tão respeitado que foi praticamente o único "ocidental" a conseguir entrevistar Bin Laden (por mais de uma ocasião) e mais importante foi Fisk que foi procurado para as entrevistas e não o contrário.
O livro dedica um capitulo (ou mais) a cada país do Médio Oriente, descrevendo a situação actual, experiências vividas no terreno pelo autor e o mais importante de tudo os antecedentes que levaram aos problemas que hoje assistimos.
É curioso mas não inesperado verificar que grande parte dos problemas foram causados por colonizadores ou neo-colonizadores com Reino Unido e Estados Unidos à cabeça, delineando fronteiras a seu bel-prazer sem ter em conta os povos que habitam no território.
Para quem quer uma opinião isenta e enriquecedora sobre os conflitos nos países Árabes esta é a escolha mais acertada.

terça-feira, 1 de setembro de 2009

A Ler: O Primo Basílio (Eça de Queirós)

Ao ler este livro a primeira palavra que me ocorre é: actual.
De facto este livro foi escrito em pleno século XIX, mas as suas personagens facilmente poderiam ser transpostas para os dias de hoje. A história é sobre uma jovem burguesa, cujo marido se encontra ausente em trabalho. Subitamente recebe uma visita de um primo que estava emigrado no Brasil, rapidamente se apaixona por ele e o caso é descoberto pela criada, que é uma criatura desagradável que se tenta aproveitar da situação fazendo chantagem com a patroa.
Este livro está cheio de personagens memoráveis, sendo a minha favorita o Conselheiro Acácio que representa a figura pública pseudo-intelectual sempre muito cerimonioso e com frases vazias e citações, basta fazer uma pesquisa na Internet ou em livros para se descobrir muita informação sobre esta personagem.
Em conclusão, muitas pessoas acabam por não querer conhecer a obra de Eça de Queirós devido a uma qualquer desagradável experiência com Os Maias. Acreditem o mundo de Eça é imenso e estou agora na sua iniciação.

domingo, 10 de maio de 2009

A Ler: História Interminável (Michael Ende)

Apesar de ser um livro Alemão, foi curiosamente numa aula de Português do 6º ano que o descobri, pois fazia parte do conjunto de livros obrigatórios para esse ano lectivo, pelo menos na minha turma, pois não conheço mais ninguém que o tenha lido, nem nas restantes turmas da escola, talvez tenha sido algum capricho da minha professora da altura.
Apesar de gostar de Harry Potter e de ler um ou outro livro de universos alternativos, o mundo da fantasia nunca me prendeu totalmente, de qualquer modo História Interminável acabou por ser o primeiro que li do género, e posso dizer que "entrei pela porta grande"!
O livro tem duas histórias paralelas, uma no mundo real com Bastian Baltasar Bux, um miúdo tímido e com poucos amigos que está a ler (tal como o próprio leitor) a História Interminável, a outra desenrola-se no mundo de Fantasia, onde um novo flagelo, o "Nada" está a destruir tudo o que encontra pela frente. A personagem encarregue para encontrar a solução é Atreiú, um jovem Índio (pele-verde).
Com o desenrolar da história percebemos que para travar o Nada, é necessária a intervenção de um humano do mundo real, obviamente que o humano designado é Bastian. Este salva Fantasia e cria um mundo imaginário através dos seus desejos, o problema é que cada vez que utiliza um desejo uma memória do mundo real é perdida, ou seja se ficar sem memória não pode desejar e corre o risco de enlouquecer mas para voltar para o mundo real tem de desejar para encontrar o caminho. Um pouco confuso mas no livro tudo encaixa. Não se guiem pelo primeiro filme para entender o que se passa, pois só cobre metade do livro e deixa de lado a parte mais interessante da história.
A primeira vez que li o livro tinha 11 anos, adorei o livro percebi a história, mas não percebi o significado, pois está recheada de metáforas. Após uns anos voltei a ler o livro outra vez e dessa vez entendi a mensagem.

domingo, 8 de março de 2009

A Ler: Generais Romanos (Adrian Goldsworthy)

A época clássica é pessoalmente das mais interessantes da História. E tenho um gosto especial pela civilização Romana. Como se sabe o "coração" do Império eram as suas legiões bem disciplinadas e equipadas. Mas para existir disciplina era necessário um líder forte e inteligente. São exactamente estes líderes que são retratados no livro.
Obviamente existe um capítulo dedicado a Júlio César e a Pompeu que foram grandes generais, mas ficamos a conhecer outros igualmente importantes e que chegaram mesmo a travar duelos mais decisivos como é o caso de Cipião o Africano.
Para quem gosta de História de Portugal fica aqui uma referência, pois existe um capítulo dedicado a Sertório, eu pessoalmente sempre pensei que fosse um mero renegado, mas pelos vistos era uma personalidade importante em Roma. Gostei também de ler finalmente um estudo sério sobre o Viriato, sem aquela "mariquice" dos lusitanos e do orgulho patriota. Ou seja li finalmente o que me interessava, o facto de ele ter sido um pioneiro em tácticas de guerilha, e que não era um simples pastor... não há nada como ler estudos de autores neutros!

sábado, 27 de maio de 2006

A Ver: O Código Da Vinci


Recentemente fui ao cinema, para assistir ao filme que tem criado tanta polémica ultimamente, O Código Da Vinci. Como todos os filmes adaptados de livros, aconselho sempre a ler a obra em primeiro lugar, e tentar não ficar desapontado com a adaptação.
Este filme não foge à regra, pois a leitura dá muito mais prazer, mas pessoalmente não é tão mau como "pintam" e considero que são 2 horas e meia bem passadas.

Contra:- A interpretação de Tom Hanks (muito apagado)
- A frieza existente entre Robert Langdon e Sophie Neveu
- O facto de Langdon estar sempre muito seguro e calmo (contrastando com o que é apresentado no livro)

A Favor: - Consegue contar praticamente toda a história (o que é raro em adaptações)
- A interpretação de Paul Bettany, como Silas
- Visualmente achei bastante agradável

segunda-feira, 22 de maio de 2006

O que é na realidade o Priorado de Sião?


Antes de mais nada, quero deixar claro que pessoalmente gosto dos romances de Dan Brown (só espero que ao ler esta frase, o meu amigo Edgar não me atire o Ulisses de James Joyce à cabeça), pois costumam ter uma base cientifica, estão bem estruturados (com excepção de algumas partes de Anjos e Demónios, mas esse assunto fica para outra ocasião), são extremamente viciantes e deixam o leitor ávido de curiosidade para descobrir a resolução dos vários enigmas presentes ao longo das narrativas.
Recentemente, organizei uma pesquisa, onde o documentário The real Da Vinci Code foi fundamental, para realmente saber até que ponto a sociedade secreta do Priorado de Sião é real...

Mito- Na página 11 do Código Da Vinci, Dan Brown refere que o Priorado de Sião é uma organização real, sendo a sua existência confirmada por um conjunto de pergaminhos descobertos na Bibliothèque National de Paris, denominados Les Dossiers Secrets. É referido também que o Priorado foi fundado em 1099 (pag. 193) e que tinha como objectivo principal, zelar pela protecção dos verdadeiros descendentes de Jesus Cristo e Maria Madalena. Entre os seus Grão-Mestres encontram-se nomes como Leonardo da Vinci e Sir Isaac Newton.

Realidade- Michael Baigent co-autor de Sangue de Cristo e o Santo Graal, afirma que durante as suas pesquisas (cujo objectivo era o de provar que o Santo Graal se encontrava numa pequena cidade Francesa, denominada Rennes-Le-Château) foi contactado por um homem misterioso que se apresentava como sendo membro de uma sociedade secreta (como se pode imaginar era o Priorado de Sião), e que o aconselhou a dirigir-se à Bibliothèque National em Paris, e investigar um conjunto de documentos, denominados de Les Dossiers Secrets, que continham segredos da organização.
Estes documentos contêm as linhagens da dinastia Merovíngia em França, e uma extensa lista com os nomes dos anteriores Grão-Mestres (destacam-se: Leonardo da Vinci, Sir Isaac Newton, Victor Hugo, Claude Debussy e o seu mais recente Pierre Plantard).
A organização foi dada a conhecer ao mundo, em 1979 numa entrevista dada pela BBC ao suposto Grão-Mestre Pierre Plantard, onde este confirmou a existência do Priorado.
O jornalista Francês Jean-Luc Chaumeil, levou a cabo uma investigação concluindo que os Dossiers Secrets tinham sido criados pelo próprio Plantard e por um seu amigo, Phillipe de Chérisey (que tratou das àrvores genealógicas Merovíngias, de modo a que Plantard surgisse como herdeiro directo do trono de França, e simultaneamente como descendente de Jesus Cristo).
Posteriormente foi descoberta uma confissão de 44 páginas, redigida por Chérissey onde este afirma que o Priorado foi criado por Plantard em 1956, e onde se descobre que este era originário de uma pequena cidade, de nome... SION-les mines (que coincidência), e que a genealogia, foi retirada de uma revista.
Recentemente o filho de Gérard de Sède (outro envolvido no esquema do Priorado), afirmou publicamente que, o seu pai confessou que a organização provinha totalmente da imaginação de Plantard.
Apesar de todo este esquema (que aposto que deu imenso trabalho), que retira alguma credibilidade a este livro, aconselho a sua leitura, não só pelo facto de cada um poder tirar a suas próprias conclusões, como também acredito que algumas das teorias apresentadas no livro (como o concílio de Niceia) podem ter algum fundo de verdade.