quarta-feira, 18 de Novembro de 2009

A crise Islandesa


Fez agora em finais de Outubro, 1 ano desde que se deu a crise financeira na Islândia. Como é um país remoto, pouco falado e escassamente habitado, as noticias sobre o tema raramente têm grande destaque nos nossos noticiários.
Mas de facto esta crise dá muito que pensar. Principalmente por ter chegado tão rapidamente e por destruido por completo uma economia de um país inteiro, e sobretudo por ser... a Islândia que em 2007 tinha sido considerada como o melhor país do mundo para se viver.
A própria história económica do país é bastante curiosa. Pois há 100 anos atrás a Islândia (na altura colónia Dinamarquesa) era o 2º país mais pobre do mundo, apenas à frente do Congo (na altura uma colónia da Bélgica). Em 1944 aquando da sua independência era o país mais pobre da Europa. Ou seja em menos de 64 anos passou do fim da tabela para o seu inicio a nível mundial!
Mas voltemos à crise, como sabemos a Islândia não tem recursos naturais (exceptuando a energia dos vulcões e a pesca), portanto esta riqueza subita teve outra origem: o sistema financeiro. Os bancos Islandeses pensavam que as taxas iam ser baixas para sempre e que o crédito iria ser infinito e por isso investiam fortunas colossais no exterior, o que lhes rendia o capital suficiente para enriquecer o país. Ora com a crise mundial centrada neste tipo de atitude, naturalmente uma economia que dependia dos bancos... simplesmente faliu.
- A moeda Islandesa, a Coroa, desvalorizou-se totalmente e como o sistema financeiro da Islândia perdeu credibilidade a moeda consegue ser apenas melhor que a do Zimbabwe e do Turquemenistão;
- Os bancos Islandeses devem mais de 5 mil milhões de dólares ao Reino Unido;
- Até à crise os bancos Islandeses tinham mais de 140 mil milhões de dólares em património (9 vezes o PIB da Islândia), actualmente esse dinheiro não vale nada;
- O Reino Unido accionou uma lei anti-terrorista para congelar as contas Islandesas no país;
- É impossível enviar dinheiro para a Islândia pois os bancos não confiam no Banco Central Islandês;
- A Islândia teve de suportar a "humilhação" de aceitar um empréstimo das Ilhas Faroé e da Gronelândia, pois tirando estas nações, mais ninguém confia nos Islandeses;
- O desemprego é enorme, e mais de 10 000 Islandeses emigraram para o exterior, é de notar que a população não ultrapassa os 300 000 habitantes,
- O país neste momento só importa comida, medicamentos e petróleo;
- Provavelmente como maneira de combater a crise, a Islândia vai aderir à UE e ao Euro;
- O Mc Donald's encerrou no país. A ironia: A Islândia tinha o Big Mac mais caro do mundo, neste momento é o único país da Europa Ocidental sem esta cadeia de restaurantes;
- Obviamente o governo caiu e existe instabilidade política no país.

segunda-feira, 16 de Novembro de 2009

A década em 7 minutos

A Newsweek criou um vídeo que resume a década em 7 minutos. Obviamente centradíssimo nos Estados Unidos, mas apesar de tudo vale a pena ver, nem que seja pela ironia apresentada.

segunda-feira, 9 de Novembro de 2009

Queda do Muro de Berlim - 20 anos


Para saber mais: http://oalexdiz.blogspot.com/2009/05/ver-good-bye-lenin.html

quinta-feira, 5 de Novembro de 2009

A Apreciar: Vieja Friendo Huevos (1618) - Diego Velázquez

National Gallery of Scotland, Edimburgo

A Espanha ofereceu ao mundo da arte vários pintores geniais, principalmente no século XX. Mas no século XVII, viveu aquele que para muitos foi de facto o maior artista Espanhol de sempre: Diego Velázquez.
Esta pintura pertence a um período em que Velázquez se dedicou essencialmente a representar cenas da vida quotidiana da sua cidade natal: Sevilha. Este pintor ficou conhecido por pintar os mais pobres, miseráveis e por vezes pessoas com deficiências, como os anões da Corte Real.
Infelizmente devido às limitações de espaço e resolução do blogue, não descortinamos tão bem o que destaca esta pintura: As sombras e os pormenores, como as mãos das personagens, utensilios e os próprios ovos. Tudo é representado ao detalhe.

terça-feira, 3 de Novembro de 2009

A Ver: Orphan


Quando vi o cartaz deste filme, pensei: "Olha mais um filme com uma criança demoníaca.", mas quando vi o trailer no cinema, vi que existia qualquer coisa mais.
Para começar basta dizer que nunca vi uma criança desempenhar tão bem um papel. A personagem principal é uma rapariga de 9 anos (a actriz tem 11 na vida real - uma criança) órfã que é adoptada por um casal que já tem dois filhos. A miúda tem qualquer coisa de estranho e começam a acontecer tragédias por onde quer que a rapariga ande.
Este filme é bastante psicológico e tenta mexer nas emoções do espectador, mas tem um ambiente agradável e familiar é estranho mas funciona.
Mas a grande herança do filme é mesmo a interpretação da órfã, que é tão boa que nos esquecemos que tem apenas 11 anos.

segunda-feira, 2 de Novembro de 2009

Fox News vs Obama

Nos Estados Unidos existe uma organização ultra conservadora e ultra republicana denominada Fox News. Os EUA são um país livre e portanto estas organizações têm os seus direitos. O problema é que esta organização é o maior órgão de noticias do país. Esta cadeia de televisão tem um background sinistro, pois quando já se festejava a vitória de Al Gore em 2000, veio a Fox News desmentir e anunciar a vitória de Bush. E se a Fox diz é porque é verdade...
O seu novo alvo é Barack Obama, que é acusado de fascista, comunista, socialista, ditador, Hitler, Estaline, por querer que os Americanos tenham direito a um sistema de saúde universal. Como esta ideia dos seguros de saúde foi instituida pelo protótipo ultra conservador republicano de nome Nixon, não é de estranhar estes ataques.
Obviamente Obama cansado destes ataques declarou que a Fox News é uma organização politica e portanto vai ser combatida como tal.
Curiosamente não a tentou silenciar, nem mudou a sua administração como por cá acontece...

quarta-feira, 28 de Outubro de 2009

A Jogar: City Building Series

A série City Building Series é no mundo dos videojogos uma das melhores que já joguei e infelizmente é também das mais desvalorizadas. A premissa é simples, assumimos o papel de governador de uma cidade histórica e temos de a levar à glória. Aprendi mais sobre história das civilizações a jogar estes jogos, do que em alguns livros... O que destaca estes jogos é o realismo, o facto de comunicarmos com os cidadãos e a fácil assimilação das "regras do jogo". Infelizmente as leis do mercado ditaram o aparente fim desta série.

http://upload.wikimedia.org/wikipedia/en/5/56/Caeser_III_Coverart.jpg

Caesar III (1998)
Como o nome indica, o jogo passa-se no período Romano. Além da construir casas, quintas e manufacturas, temos de defender o territorio dos bárbaros e apaziguar as pessoas com circos e os deuses com templos.

http://upload.wikimedia.org/wikipedia/en/4/46/Pharaoh_Coverart.pnghttp://upload.wikimedia.org/wikipedia/en/9/98/Queen_of_the_Nile_-_Cleopatra_Coverart.png

Pharaoh (1999) & Cleopatra (2000)
De Roma viajamos até ao Egipto. Este é talvez o jogo mais conhecido da série (pelo menos é o mais conhecido entre as pessoas que conheço). Mantém a formula do jogo anterior, adaptada ao Egipto, por exemplo as quintas têm de ser feitas nas margens do Nilo devido às inundações. A grande novidade prende-se com a contrução de monumentos. Em 2000 surge a expansão Cleopatra que introduziu mais edificios e monumentos;

http://upload.wikimedia.org/wikipedia/en/8/8e/Master_of_Olympus_-_Zeus_Coverart.pnghttp://upload.wikimedia.org/wikipedia/en/5/5c/Master_of_Atlantis_-_Poseidon_Coverart.png

Zeus (2000) & Poseidon (2001)
É considerado o melhor jogo da série. Segue o mesmo modelo dos jogos anteriores e introduz novidades importantes: podemos participar nos jogos olimpicos, conquistar cidades e fundar colónias. Visualmente é um jogo extremamente agradável e segue fielmente o que seria gerir uma cidade-estado Grega. Em 2001 sai a expansão Poseidon em que jogamos com os Atlantes e introduz novos edificios e monumentos;

http://upload.wikimedia.org/wikipedia/en/8/85/Emperor_-_Rise_of_the_Middle_Kingdom_Coverart.jpg

Emperor (2002)
Após o lançamento de Poseidon existiam rumores de que a série ia terminar por aí. Felizmente em 2002 sai Emperor que coloca o jogador como administrador de uma cidade no antigo Império Chinês. Usa o grafismo de Zeus e continua a utilizar as mesmas caracteristicas dos jogos anteriores. Após este jogo que marca o fim da série original ainda sairam o Caesar IV e o Children of the Nile (este também é muito bom) mas não são considerados originais.